quinta-feira, 31 de julho de 2008
Futilidade!
Eu já havia comprado umas coisinhas bacanas semana passada, como um saleiro + pimenteiro que são dois bonequinhos abraçados, (para dar de presente para alguém, porque já temos essas duas coisas em casa), tipo assim, muito design! Aqueles potes de mantimento bacanérrimos em vidro e Aço Inoxidável, mas nenhum deles bate o ACHADO de hoje!
Eu tenho um lixinho para cozinha, que é IGUAL aquele onde o Manda-Chuva e o Batatinha moravam!!!
Só faltava um deles dentro da lata de lixo, toda de metal... To adorando minha compra do dia!
E essa é mais uma das inutilidades para casa que eu vou querer levar pro Brasil!
Céus!
sexta-feira, 25 de julho de 2008
Barcelona, 25 Julho 2008
E como diria o Cebolinha no seu "Plano Infalível": Viva eu! Viva eu! Viva eu!
Tá, para quem não entendeu nada, eu explico:
"Plano Infalível do Cebolinha" é uma historinha da Turma da Mônica a qual eu ouvia muito quando criança, e que agora tenho também no computador, além do disquinho de vinil.
Mas a explicação que está faltando mesmo, diz respeito ao por que do meu sumiço do blog, e à passagem de nível: comecei um curso para hablar Castellano. Sim, 4 semanas de intensivo, para ver se desencanto!
E sim, desencantei e está dando supercerto! Perdi o medo de falar com as pessoas, outro dia inclusive engatei um papo filosófico sobre os problemas sociais do Brasil com o chaveiro que veio desencalhar minha chave da porta do prédio... valeu a fortuna que ele cobrou, pela aula de conversação...
Enfim, fiz amiguinhos, que já foram embora ou ficaram no mesmo nível, e algumas vezes vou passear com o pessoal da escolinha.
Tá sendo bem divertido!
sexta-feira, 18 de julho de 2008
Curiosidades
Eu não via ninguém fazer isso, assim costumeiramente, desde que a minha Bisavó era viva.
sábado, 12 de julho de 2008
Barcelona, 12 de Julho de 2008
Do lado de cá do Atlântico a coisa não é muito diferente.
Tenho 4 casos, que eu me lembro, fora os bancos, para contar:
1- Londres, quando nos mudamos para o apartamento, tentamos instalar uma linha telefônica em nosso nome. Santa ingenuidade!
No apartamento já havia uma linha, da mesma e única operadora que chegava até aquelas bandas de Londres. Pedimos para que a Dona do Apartamento solicitasse ao antigo morador para que desligasse a linha. Como ela era assim muito prestativa, ela nos respondeu que eles já haviam desligado.
Mas adivinha a resposta? No, Nooo, Noooo.
Enfim, pedimos à companhia que passasse a linha para o nosso nome. O serviço levaria 2 semanas para ser feito. Depois de 2 semanas, ficamos uma hora aguardando no telefone que alguém nos atendesse (sim, lá tudo é feito pelo telefone, como aí. Nada mais enervante!). Finalmente atenderam, e disseram que o primeiro telefonista que falou com o Rômulo não havia feito o pedido corretamente, então, seriam mais 2 semanas de espera.
Depois das 2 semanas, mais 1h para ser atendidos - ouvindo a gravação enervante - e nos comunicaram que o atual dono da linha não queria se desfazer dela!
MAS ELA ESTAVA LIGADA NO NOSSO APARTAMENTO!!! E nem era do DONO do AP. Mas vai entender.
Depois de mais de um mês esperando, demos um jeito brasileiro de acessar a internet.
Como conseguíamos pegar o sinal do hotel ao lado, assinamos um provedor e usávamos a página de acesso do hotel para conectar com o nosso provedor e usar a internet na nossa casa.
Tudo muito bom, pena que quando passavam aviões perdíamos a conexão.
Mas vivemos bem assim, por 9 meses!
2 - Barcelona - Aqui, pedimos a linha telefônica para a operadora de mesmo nome, e em 2 dias. SIM 2 DIAS, instalaram a linha aqui
3 - Barcelona - resolvemos optar por um provedor mais barato que a Telefônica, que não fosse um que já sabemos que dá dor de cabeça. Porém, logo após o Rômulo se inscrever no serviço, a operadora que não queríamos, comprou a que assinamos... e já faz 15 dias que estamos esperando e nada ainda do modem chegar.
Ainda bem que temos a linha telefônica, e estamos usando internet do tempo da onça: discada!
4 - Londres - para entrarmos naquele apartamento onde moramos 9 meses, sem telefone, pagamos tudo direitinho como nos pediram. Lá, e aqui, não tem fiança nem fiador, mas um depósito no valor de 1 aluguel, que é devolvido na entrega do apartamento nas mesmas condições que alugado. Se tivéssemos quebrado tudo, o dinheiro seria usado para arrumar o ap.
Saímos do apartamento no dia 24/06. Hoje é 12/07, e ainda estamos esperando nos devolverem o depósito!
O Dono do apartamento tinha que ter avisado a imobiliária e o pagamento feito em 10 dias úteis depois que saíssemos do imóvel.
EU tive que avisar a imobiliária, e ainda estou correndo atrás de todo mundo para resolver o perrengue.
Incompetência existe em todo lugar!
5 - Londres - Contratamos uma empresa de mudanças para trazerem todas as coisas que acumulamos neste último ano. Livros, TV, microondas, cama para visitas, louças, etc.
Eles buscaram tudo lá no apartamento dia 23/06, uma segunda-feira.
O valor final do envio só poderiam me dar após embalarem a caixa da TV em uma caixa de madeira, para proteger. O valor final levou mais de 1 semana para chegar (o serviço previa de
O envio para cá só é feito após o pagamento efetuado.
Sexta-feira da semana passada finalmente tive o valor, e enviei a ordem de pagamento.
Como na segunda o dinheiro ainda estava na minha conta do banco, mandei e-mails perguntando se estava tudo bem. Na terça, recebo um e-mail me cobrando o pagamento (já enviado) pois se eu demorasse mais de 1 semana para pagar, depois do valor final informado, iriam me cobrar armazenamento das nossas coisas na Inglaterra.
Mandei um e-mail bem sério, dizendo que já havia feito o pagamento, que estava mandando de novo, dizendo que ninguém havia me dado retorno dos meus outros e-mails perguntando quando as coisas iriam chegar aqui e se estava tudo certinho.
Enfim, só na SEXTA DESSA SEMANA é que finalmente efetuaram o pagamento e despacharam as coisas para Barcelona. Agora, entre
Ô demora!
E assim as coisas vão... não é só no Brasil que as pessoas não estão nem aí quando prestam serviços.
Mais um exemplo?
Você vai ao supermercado ou a uma loja, e se os funcionários querem repor alguma coisa na prateleira, eles não esperam que os consumidores peguem o que querem e saiam, eles se enfiam na tua frente e tu que espere para comprar.
É, o bom e velho o cliente tem sempre razão caiu em desuso pra essas bandas.
quinta-feira, 10 de julho de 2008
Barcelona, 9 de Julho de 2008
Mas ontem a gente saiu a noite, e até dançar dançamos!
Os colegas de trabalho do Rômulo combinaram de beber caipirinhas, que era o prêmio do Rômulo e de mais um deles, que empataram no jogo que eles fizeram de adivinhações da Eurocopa. Quem acertasse os resultados dos jogos ganhava pontos (não, não me perguntem as regras), mas a brincadeira toda terminava com o vencedor ganhando bebidas uma noite em que eles combinassem.
A noite foi ontem, e eu fui acompanhando o Rômulo a um bar chamado Toscano Antico, numa esquina da Calle Aribal com a Paris, onde você paga a bebida, mas a comida é de graça! Coisas que só acontecem por aqui.
Finalmente conheci os colegas de trabalho deles, e me diverti muito com a mistura de idiomas falados à mesa. O Castellano, claro, português (um dos amigos do Rômulo de Porto Alegre trabalha com ele, e a mulher dele também veio daí) e Inglês.
Foi bem divertido, e todo mundo se entendia. Depois de muitas caipirinhas, e de alguns que já haviam ido embora, resolvemos sair do bar, antes que nos expulsassem, pois já era meia noite.
Fomos embora, mas sem antes ganhar dos bartenders uma dose de Chupito cada um.
Como o pessoal ainda estava empolgado, rumamos para um night club que fica ali perto, chamado Mojito.
Pelo nome de bebida cubana já dá para perceber que o bar é dedicado aos ritmos caribenhos e brasileiros. Entramos no lugar já ouvindo pagode (que "adoramos"), ganhamos uma taça de Cava (doce) cada um, e fomos para a pista de danças.
O lugar tem até aulinha de samba e gafieira, com dois brasileiros comandando a ação.
O público, era um caso a parte, uma fauna de gente feia, que fazia tempo que eu não via. Quem era gringo, dava para ver pelos olhos arregalados.
Você podia encontrar todos os tipos pessoas por lá, dos mais variados sexos, cores, trejeitos e nacionalidades, mas é claro que a predominância era brasileira.
Foi MUITO engraçado!
Tocou desde Zeca Pagodinho, Tchan (Cuidado que o Jacaré vai te pegar!), a música Olha a Onda, Dança da Manivela, entre outras pérolas das músicas - que eu odeio - brasileiras, Shakira e até um bate estaca bacaninha.
Uma coisa que percebi aqui, é que o pessoal sai pra balada tarde, depois da meia noite, como no Brasil, e diferentemente da Inglaterra.
Em Londres, por exemplo, o pessoal aproveita enquanto o metrô está funcionando para chegar aos night clubs, aqui, esse detalhe do metro fechar a meia noite durante a semana parece pouco importar.
Um pouco antes das 2h, resolvemos dar a noite por encerrada e fomos embora.
Olha, fazia tempo que eu não ria tanto!
Mas voltar lá, nunca mais.
terça-feira, 8 de julho de 2008
domingo, 6 de julho de 2008
Barcelona, 5 de Julho de 2008.
Então, vai continuar sendo diário londrino, mas com a gente morando em Barcelona, ok?
Hoje a gente passou o dia todo em casa, após termos sido acordados pelo colocador do vidro do Box - finalmente vamos poder tomar banho sem molhar o banheiro todo!
Mas o que interessa hoje mesmo foi a nossa noite!
Então, a noite nós fomos para o Montjüic de Nit, uma festa que a gente acha que faz parte do Grec’08 (uma espécie de Festival de Verão que acontece todos os anos em Barcelona, com apresentações de Teatro, Música, Dança, Exposições, etc.), onde TUDO o que tem de cultural para se fazer no Montjüic fica aberto em horário especial, a noite, e de graça!
Começando às 20h e indo até as 3h da manhã.
Dependendo do local, a função terminava antes das 3, mas mesmo assim eram muitas as atividades, e tivemos que eleger algumas para ver.
Não conseguimos ir ao Jardim Botânico contemplar as estrelas, por exemplo, mas fizemos muitas outras coisas beeeem legais, que conto abaixo!
Bem, começamos pelo começo, e fomos ao Palácio do Montjüic, mais conhecido por MNAC – Museu Nacional d’Art de Catalunya, que só havíamos visto de fora, e resolvemos entrar, já que não tinha que pagar mesmo... e, para minha surpresa, de pessoa meio disinformada (sim, pq quando fomos nos “empadronar” essa semana, e eu peguei uma revista sobre o Grec’08, o Rômulo nem sabia o que era o Festival... mas foi ele quem descobriu a Noite Mágica do Montjüic hoje) a mesma exposição que a Luísa e o Marco viram em Londres, no TATE Modern, está aqui, no MNAC:
Duchamp, Man Ray e Picabia, de graça hoje à noite (a Lu ia querer me matar se eu não tivesse ido).
Começamos a exposição pelo final, e aí, quando estávamos esperando a muvuca baixar na frente da Gioconda de bigode, eu olho para o lado e vejo uma menina que me lembrou a Luísa... e aí, eu continuo olhando, e me dou conta de que conheço ela!
E não é que eu conhecia mesmo? Era a Ione, que se formou comigo em PP na PUCRS.
Muito engraçado isso, de encontrar colegas de faculdade nas cidades que eu vou morar, assim, uma semana depois de ter me mudado...
A gente até combinou de se encontrar de novo, para aproveitar o resto da noite, com as outras inúmeras atrações, mas cada um foi para um lado do museu, e infelizmente não nos encontramos mais.
Ok, vimos a exposição, onde eu vi que teria me arrependido de ter pago para ir em Londres... porque eu sinceramente não achei nada de mais.
Ainda bem que nem todo mundo gosta das mesmas coisas, senão o mundo seria todo igual, mas eu prefiro os Impressionistas e Renascentistas do que os Dadaístas... simples assim.
Depois de vermos a exposição, demos uma volta pelo Palácio, que é muito bonito por dentro, e tem uma lojinha de museu que não fica devendo em nada aos de Londres.
Me encantei com um Moleskine do Museu Van Gogh, que o Rômulo disse que era para eu comprar no Museu Van Gogh, quando formos a Amsterdam, e acho que ele tem razão!
Saímos do museu para vermos o Show das Águas Dançantes, nas fontes do Monjüic. Achei que no dia de Reis estava mais bonito, porque as fontes das laterais da Av. Reina Izabel também estavam ligadas, mas mesmo assim, é muito legal ver as águas dançarem ao som de músicas clássicas (algumas de filmes) toda iluminada!
Quando cansamos de ficar ali olhando (o espetáculo durava umas 2h), fomos ao Estádio Olímpico, que ainda não havíamos visitado. Estava tendo um Show meio chato lá, e olhamos a parte interna do Estádio por um portão, e resolvemos ir ao Poble Espanyol, onde teria uma apresentação de Homens Chineses, e depois seria aberto um Dancing na praça central.
Como a gente gosta muito do Poble, resolvemos ir, já que era uma oportunidade de entrar lá sem ter que pagar ingresso.
Estava super cheio, com os restaurantes lotados, o pessoal se divertindo, e esperando a festa começar. Mas não conseguimos encontrar a apresentação dos Chineses.
Encontramos sim um casamento, mas não nos deixaram ser penetras na festa!
Como nos entediamos rápido, e não estávamos com vontade de esperar pela festa, que ia demorar ainda 1h para começar (a festa começava a meia noite), resolvemos ver qual era a da Rumba no fosso do Castelo (sim, no morro tem o Palácio que virou museu, e um Castelo medieval do outro lado).
Pegamos o ônibus, que também era de graça, e rumamos ao Castelo. A rumba estava bombando, mas era um palco, com um show, e todo mundo sentadinho na grama assistindo. Eu pensava que ia ser uma coisa tipo uma festa mesmo, com as pessoas dançando Rumba... ledo engano.
E como não dava nem para aproveitar a vista do Castelo, porque baixou uma neblina forte em Barcelona essa noite, resolvemos ir a outro lugar que queríamos conhecer sem pagar: o Espaço Miró.
Sim, eu também não curto muito o Miró, assim como gosto de Dalí e do Gaudi, e esta era uma ótima oportunidade de ver o museu. Pegamos o ônibus de novo, e rumamos para lá.
Porém, havia uma fila IMENSA para entrar no museu. E como a gente nem gosta tanto assim de museus e de Miró, resolvemos ir para outro lugar que queríamos muito conhecer, o Teatre Grec.
Para chegar ao Teatro, que fica atrás do museu, fomos por um Jardim LINDO, que não me recordo o nome agora, e onde quero voltar durante o dia, pois é muito bonito.
Finalmente conseguimos entrar no Teatro, que é simplesmente tão lindo quanto o Jardim esse... na verdade parece uma continuação, e tem uma entrada para o Teatro pelo Jardim, mas que estava fechada essa noite.
Havia tipo um lounge no jardim que é o Foyer do teatro, com tendas vendendo comidas e bebidas (uma da Coca-Cola, outra da Nescafé, e uma terceira da cerveja San Miguel), com mesinhas e cadeiras para o pessoal relaxar.
A banda que estava se apresentando tinha um som bem legal, que se ouvia por todo o Jardim, e que tentamos assistir no Teatro, mas estava tão cheio, que mal enxergávamos o palco por trás das pessoas que se aglomeravam em pé atrás da arquibancada. (Nota: o teatro é bem estilo grego. Explicando para quem não conhece: é tipo uma arena, a céu aberto, onde os “bancos” e o palco são de pedra).
Ali no Teatro tem um restaurante, com mesinhas ao ar live, muito bonito e com um astral muito legal, onde a gente já decidiu que vai aproveitar para a próxima comemoração que tivermos.
A esse ponto, já era mais de 1h da manhã, e estávamos bem cansados, de toda a caminhada que fizemos, desde as 8h da noite, quando saímos de casa.
E como a festa ia ainda até as 3h, resolvemos dar a noite por encerrada, e rumamos um longo caminho ainda, até o metrô.
Ah, esqueci de comentar sobre as pessoas que freqüentam essa noite no Montjüic, que tem todo ano!
Tem muitos turistas, principalmente Americanos e Brasileiros, mas tem também muitos Catalães. Famílias com bebês, idosos, gurizada, grupos de amigos, turistas ou não, todos aproveitam essa noite mágica, onde se tem muito para fazer e aproveitar com o calor.
E até São Pedro foi bacana e só mandou a chuva, que se aproximava cada vez mais, após a festa acabar.
terça-feira, 1 de julho de 2008
Barcelona, 1o/07/2008
E a partir de hoje, temos ar-condicionado!
Sim, porque essa cidade é quente, bem quente... e úmida, como Porto Alegre... e o apartamento tem 2 janelas, mas ambas do mesmo lado, o que não permite muito a circulação do ar.
Ah, e temos vizinhos... muitos vizinhos... e vizinhos barulhentos!
E com o calor, tínhamos que dormir com janelas abertas, ouvindo tudo o que se passava ao nosso redor, acordando de tempos em tempos, cada vez que algum barulho diferente ou mais alto acontecia.
É um ouvindo música bem alta, é outro assistindo filme em seu potente home theatre, a festa de aniversário no prédio da frente, o neném que acorda chorando a cada cena de ação do filme do potente home teatre, as motinhos que passam zunindo na rua, e que parece que estão dentro do teu ouvido...
Enfim, teremos ar geladinho, e bem menos barulho, com as janelas fechadas!
Barcelona, 26/06/2008
Ok, hoje fomos assinar o contrato do microapartamento-ambientetotallyIKEA que a gente conseguiu encontrar nessa cidade impossível de se alugar uma coisa decente sendo recém chegado.
Assinamos o contrato no próprio AP, onde já pegamos as chaves, e para onde amanhã nos mudaremos.
O Rômulo havia visto o apartamento sozinho, e eu só conhecia por fotos.
Ele é um pouco menor do que eu imaginava, mas é todo novinho e bonito.
Recém reformado, e seremos os primeiros a morar nele, ou seja, ap 0km.
As paredes são amarelo queimado (cor que desgostamos, mas que nesse apartamento senta bem), temos uma mesa alta, com 2 lugares, uma cozinha micro, bem bonitinha, uma caminha confortável, um sofazão novíssimo, e muitos, muitos abajours!
Sim, não sei o que o decorador desse ap tinha na cabeça, pra achar que alguém precisaria de tantas lâmpadas em um lugar tão compacto e com boa iluminação.
Temos muitos quadros também, alguns que eu gostaria muito de dar chá de sumiço, mas que não incomodam tanto assim, então vão ficar.
Uma coisa ótima, é que ele é completamente equipado, com louça, copos, talheres, lençol e toalha de banho. O que nos dá conforto e tempo, até que as nossas coisas cheguem da Inglaterra em suas caixinhas.
quarta-feira, 25 de junho de 2008
Londres-Barcelona em 24/06/08 - O PIOR DIA DA VIDA!!!
Eu demorei pra escrever este relato, porque não gosto nem de lembrar!!!
Começamos o dia cedo, pois saímos na noite anterior, e não havíamos terminado de colocar as coisas nas malas.
Como eu previa, não coube tudo!
Deixamos no ap um edredom e alguns utensílios de cozinha, alguns temperos e farinhas foram para o lixo, uma sacola grande de roupas foi para o lado da lixeira do prédio, caso alguém quisesse, e saímos de casa (após a inspeção do apartamento pela imobiliária) com duas mochilas e duas malas bem pesados.
Além de tudo isso, eu ainda tinha um par de Wellies para colocar no correio e 2 travesseiros de pena de ganso que fiquei com pena de colocar no lixo.
Até aí, tudo muito bem.
Fomos para a Victoria Station, de onde poderíamos pegar o ônibus que nos levaria ao aeroporto, mas antes, passei no Post Office, para fazer um re-endereçamento das nossas correspondências para Barcelona e colocar os travesseiros e as botas no correio.
Nota: Esta era a 3a vez em que eu tentava colocar o par de botas no correio, pois o valor do "frete" estava dando 3x mais do que o valor das botas, e bem mais caro do que comprar uma no Brasil.
Para tentar resolver o problema do peso, resolvi mandar um pé de bota de cada vez, devidamente embrulhados e cheios de fita adesiva.
Em resumo, não consegui mandar nem as botas e nem os travesseiros, sem ter que pagar muito, muito mais do que eles valiam para enviar pro Brasil.
Resultado? Saí do Post Office com raiva dos ingleses, principalmente da mal-amada que me atendeu por último, e aos prantos, de raiva de ter que deixar as coisas em Londres (não havia como levar tudo na mão para o avião, e as malas estavam estourando!).
Peguei um dos itens que estavam junto para mandar, uma bolsa linda, para a minha prima carregar seu laptop, e o Rômulo pacientemente colocou o par de botas NOVINHO, junto com os travesseiros ao lado de uma lixeira, para que alguém pegasse.
A esse ponto, eu levei muito tempo no Posto Office, tentando despachar as coisas em uma caixa (que eu ainda tive que pagar ainda por cima! Para colocar no lixo depois), e tivemos que pegar o trem para o aeroporto, senão correríamos o risco de perder o vôo que sairia as 14h 30min., e o prejuízo seria ainda maior!
No aeroporto até que foi tudo bem, tirando o fato de que não havia nenhuma caixinha para caridade ou artista de rua para eu dar o saco de moedas de 1 e 2 penny, que eu tive que colocar em uma lixeira, porque estava pesado... de a gente ter tido que pagar excesso de bagagem, e da minha linda sombrinha rosa não ter passado na segurança, e ter ido para o lixo também.
(a sombrinha era muito grande para colocar nas caixas da mudança ou em uma das malas...)
Pelo menos o vôo foi tranqüilo, embora a gente tenha vindo em fileiras diferentes, pois não havia mais 2 lugares juntos no avião (aqui não tem lugar marcado em vôos de baixo preço, é de quem chegar primeiro).
A chegada em Barcelona foi ok, pegamos o trem, depois um táxi, e fomos para o hotel onde havíamos feito reserva, que era perto do apartamento que queremos alugar.
Bem, faltou eu dizer que em Barcelona era feriado, dia de São João.
No hotel, só havia uma chinesa na recepção, e mais ninguém.
A reserva que havíamos feito era de 7 dias, mas poderíamos ter que sair antes do hotel. Aí, não havíamos lido as letras miúdas do contrato de reserva, onde dizia que teríamos que pagar TODA a reserva na chegada, o que dava uma boa quantia.
Argumentamos que nós não iríamos ficar as 7 noites, apenas 3, que para cancelar as 4 últimas, estávamos no prazo e tals... só que a mulher não tinha poder algum para fazer NADA na recepção, nem cancelar a reserva (o que nos acarretaria ter que pagar a primeira noite, sem a gente ficar no hotel).
Mas a incompetência da mulher não foi só com a gente, uns Argentinos que chegaram na mesma hora também tiveram problemas... nesse hotel, se você não tem reserva, eles não te aceitam, mesmo tendo quartos disponíveis. Sim, é um sistema muito burro!
Ah, e você não pode fazer a reserva indo no hotel, ou pelo telefone... apenas pela Internet!
Uma falta de noção sem tamanho!
Resumindo? Ficamos 2h ali argumentando e tentando resolver a situação, sem ter que pagar por noites que não utilizaríamos, e tendo que ouvir a recepcionista falar com a faxineira, que a gente não queria pagar, por isso estávamos a tanto tempo na recepção.
É claro que iríamos pagar, mas apenas pelo que era justo, as noites que ficaríamos!
Enfim, resolvemos ser banidos do Hotel, pois fomos embora sem ficar lá mas tendo feito o check-in (foi só depois o check-in que descobrimos que teríamos que pagar tudo na bucha, mesmo não ficando todas as noites), pegamos nossas inúmeras malas e bugigangas, e telefonamos para um hotel a 2 quadras daquele, e rumamos para lá.
No fim, eram umas 20h 30min quando entramos no quarto do segundo hotel, no que parecia um dia sem fim!
Olha, tudo o que foi tranqüilo na nossa mudança do Brasil para a Inglaterra, foi de confuso e atrapalhado na vinda pra Espanha.
Pelo menos, o hotel era muuuito bom, com ar-condicionado geladinho, bar - onde jantamos, TV, internet e um bom banho!
domingo, 22 de junho de 2008
London, 22nd June 2008
O Rômulo já havia andado de barco turístico, fazendo o caminho City-Greenwich, e hoje fizemos o contrário, em um catamarã, que quando se entra, parece que a gente está entrando em um avião marítimo.
É uma pena que eu fique enjoada na água, pois tivemos que ficar sentados o tempo todo... no breve momento em que eu tentei ficar em pé, a cor sumiu da minha face.
Mas mesmo assim, eu adorei o passeio. É bem divertido ver os lugares que a gente costuma ir, sob uma outra perspectiva.
Depois, almocinho no Nando's, um restaurante daqui que diz que é comida portuguesa... onde 90% dos pratos é feito com galinha, e algumas pints em pubs ali por Leicester Square.
Pena que o nível de pólen no ar está altíssimo, e que o Rômulo e eu fazemos uma sinfonia de espirros nessa época... muitos alergênicos no ar.
sexta-feira, 20 de junho de 2008
London, 19th June 2008
Pois é... simples assim... não gosto, e ponto.
O lugar parece o centro de Porto Alegre naquela parte dos camelôs... só que com o pessoalzinho que freqüenta a Osvaldo Aranha no domingo.
Sei lá... muito alternas pro meu gosto. Tá certo que numa quinta-feira a tarde a coisa ainda é família, tem pessoas mais comuns nas ruas, vendo as barraquinhas, as galerias e tals.
Mas o lugar não me apraz. Prefiro a Brick Lane ou o Soho, definitivamente.
Pra falar a verdade, depois que eu cresci e saí da adolescência, eu prefiro lugares bonitos, com charme.
Me apraz passear no Portobelo Road Market, com suas antiguidades e as barraquinhas de artesanatos e até brechós. Me dá gosto ir no Spitalfield market nos domingos.
Coisa que não acontece quando eu vou a Camden.
A primeira visita pela região foi uma tarde bem interessante. No lugar tem pontas de estoque e coisas bacanas de se comprar, tem uma loja punk com roupas lindas! Mas o público não é o que combina comigo.
O meu tipo de Público, passeia no Soho e em Covent Garden. O que eu ainda vou ser, daqui a uns anos, passeia na Old Bond Street.
A terceira vez que fomos a Camden, foi a noite, quando tu tens que fazer de conta que não vê os drug dealers nas esquinas, pra eles não virem te oferecer nada que tu não vais comprar.
Eu fiquei com um pouco de medo.
Na quarta vez, fui fazer uma entrevista em uma loja de sapatos... que me deu uma coisa tão ruim (como já relatado em algum post anterior, que não estou a fim de procurar agora), que eu me dei conta de que o bairro todo me dava aquela sensação, e eu nunca mais gostei muito de voltar.
Mas ontem, eu fui por uma boa causa. Minha prima pediu pra eu mandar umas coisas pra ela, e dentre elas, uma Wellie Boot xadrez.
E eu sabia que só lá eu acharia uma Wellie desse jeito.
Enfim, só muito amor mesmo pra me fazer ir sozinha àquele bairro que eu não gosto.
Mas como depois de um lugar ruim eu precisava de um lugar bacana, fui passear na Regent Street, e procurar a segunda parte da encomenda, bem feliz.
Nota: Vocês acreditam que na megastore da Nike em plena Oxford Circus só existem artigos de futebol para vender para crianças?
Inacreditável, não? Coitados dos outros esportes!
sábado, 14 de junho de 2008
God Save The Queen!
Diferentemente do ano passado, este foi o dia em que VIMOS A RAINHA!!!
Este ano conseguimos acordar cedo no dia certo, e fomos lá pra ver a Realeza e as tropas passarem, na Trooping the Colour.
A parada que apresenta as tropas e comemora o aniversário da Rainha (que na verdade é no dia de Tiradentes, mas por razões históricas, e em função do tempo, é comemorado em Junho).
Bem, a Rainha sai do Palácio de Buckingham, passa pela The Mall, e vai até a Horse Guards Parade para inspecionar as tropas.
Tudo embalado por bandas militares e com muitos soldados com chapéus de pele de urso, no sol, coitados!
Depois de assistir a tudo, a Rainha volta para o Palácio, onde ela desce da carruagem, fica ali na frente vendo mais umas 2 tropas passarem, e entra. Para aí aparecer na sacada, com o resto da família Real e ver o desfile de aviões da força aérea Britânica no final.
Na passagem pela The Mall, a gente conseguiu ver váaaarios soldados, os guardas civis vestidos em uniforme de gala, um mini-bus passar com alguns membros da família real, uma carruagem com a Camilla Parker Bowles e os Príncipes William e Harry (sem o Charles) e a mais esperada de todas, a carruagem com HRH Queen Elisabeth e seu marido, Prince Phillip (Duke of Edinburgh, Earl of Merioneth, and Baron Greenwich - Prince of the United Kingdom).
Foi bem interessante ver a família real. E um dos eventos, que segundo um dos guardas que conversava com o senhor ao meu lado, uma das únicas coisas que os britânicos ainda fazem muito bem!
Agora, eu não posso mais dizer que vivi em Londres e nunca vi ninguém famoso!
domingo, 8 de junho de 2008
London, 8th June 2008
Enfim, fomos à London Eye.
Após um ano esperando para ir com as visitas, porque não é um vôo barato de se fazer, um pouco antes de deixarmos a cidade conseguimos um dia de sol para ir à London Eye e ver a cidade de cima.
É legal! Mas eu acho que no entardecer deve ser mais bonito.
Fomos pelas 2 p.m., que com o horário de verão quer dizer sol da 1h.
Tinha muito reflexo nos vidros, e nossas fotos ficaram um pouco prejudicadas... estava muito, muito claro o dia, o que deixou o céu quase branco...
Mas vimos o St James's Park de cima, com o lago/riozinho que corta o parque, e termina bem na frente do Palácio de Buckingham, vimos o Parlamento e a Abadia de cima, vimos St. Paul's Cathedral de looonge, descobri que nos prédios ao lado do Parlamento tem um buraco no meio, nos divertimos.
Da próxima vez, vamos no final da tarde, pegar os prédios iluminados, o pôr-do-sol cor-de-rosa, e gastar mais uma meia hora vendo essa bela cidade de cima.
Vale a pena, mas pena que é médio caro... ainda mais pra ir de 2!
sexta-feira, 6 de junho de 2008
London, 5th June 2008
E eu levei tanto tempo pra escrever, que nem me lembro o que ia dizer.
Ah, sim!!!
Vi Sex and the City!
Gostei... odiei o passarinho na cabeça da Carrie, mas ainda prefiro a série... eles meio que se perderam depois de tanto tempo.
Mas vale por todo o glamour, por NY, pela revisitada saudosista às Fab 4.
E eu assisti ao filme em Greenwich, no cinema em que os acentos são marcados, onde as mulheres entram na sala de cinema com cervejas, ao invés de chocolates e pipocas.
Foi bacana.
quinta-feira, 5 de junho de 2008
London, 4th June 2008
Mas nesse dia 04/06, eu fui comprar um dos meus presentes de aniversário, que ainda não tinha ganhado, porque eu não gostava de nada.
Andei muito, entrei em diferentes lojas, e fui achar um par de tênis que eu gostasse, logo na loja de descontos que tem no centro da cidade... vai entender!
Mas aí, como eu estava por ali mesmo, resolvi desafiar todo o pólen que tem aqui nessa época do ano e fui passear no St James's Park, que eu adoro, e que está lindo de novo.
Bem, lá de longe ouço um tamborilar... e vou ver o que é.
E para minha surpresa, lá no espaço chamado Horse Guards Parade havia uma parada das bandas das guardas reais!
E tinha uma banda de saiotes por cima das calças, que devia ser da África do Sul, ou da Irlanda, ou do País de gales, pois o uniforme era branco e verde, depois teve a da Escócia, com seus Quilts e capas, depois teve os soldadinhos de chumbo, com seus uniformes vermelhos e seus chapéus de peles, e para terminar, teve a Guarda Montada, com seus chapéus de penachos, com os oficiais em cavalos brancos, e o resto da tropa em cavalos pretos.
Não fiquei até o fim, porque comecei a passar frio, com o cair da tarde, mas eu consegui chegar lá bem no iníciozinho, e foi bem legal.
Pena eu não ter uma câmera comigo no dia, pra tirar umas fotinhos...
E sábado agora (14/06), tem a parada Trooping the Colour que celebra o aniversário da Rainha (que é em Abril, mas por questões históricas, é celebrado em Junho).
Mas acho que vamos viajar amanhã, e não vamos ver a parada, de novo!
sábado, 31 de maio de 2008
London, 31st may 2008
Hoje passei um dia bacana com uma amiga do Brasil, depois de uma noite parcialmente em claro e muito mal dormida.
Caminhamos toda a Portobello Road, depois voltamos tudo, fomos ao Kensington Gardens, depois a South Kensington e para terminar Harrod's em Knigtsbridge.
Pena o céu e os pensamentos cinza.
Pelo menos tinha comida boa em casa.
E dúvidas nem tão boas me esperando.
Colo de mãe faz uma falta!!!
quinta-feira, 29 de maio de 2008
London, 29th May 2008
Eu sempre quis morar em um hotel, quarto auto-limpante e tal... mas depois de uma semana, a gente fica com saudades das nossas coisas, cansa de usar toalhas cheirando a detergente abrasivo e não sabão em pó com comfort.
A gente cansa de não poder cozinhar e poder ter só meia dúzia de coisas no frigobar.
A gente cansa de ter que sair de casa só pra que a camareira venha arrumar o quarto.
Enfim, não existe lugar como a nossa casa.
E por enquanto, mesmo com um em cada cidade, Londres é a minha casa.
É onde temos um apartamento aconchegante, com todas as nossas coisas e manias.
Onde tem uma cama fofinha, com os nossos travesseiros e um edredon macio.
Onde temos uma cama de casal com um colchão maravilhoso, e não duas camas de solteiro unidas, onde não dá pra ficar no meio, porque sempre tem o "buraco". E onde os travesseiros não são fofos, e não tem edredon, só colcha e cobertores.
Aqui sinto falta do Rômulo, mas daqui a pouco teremos uma casinha lá.
Só que por incrível que pareça, encontrar um apartamento em Barcelona é mais difícil que em Londres!
Um que se enquadre no orçamento que queremos, que não seja em um prédio de 100 anos, escuro, térreo, minúsculo, com móveis, etc.
Tem sido uma tarefa árdua! Vimos muitos, muitos apartamentos, fizemos uma proposta, não nos aceitaram como inquilinos... aqui na Europa eles são muito precavidos... além de todas as garantias financeiras pedidas para que a gente possa alugar um apartamento, os donos podem dizer não pra gente, porque o contrato de trabalho ainda não fez aniversário de 6 meses.
Sim, e sem um lugar pra morar é que não vai chegar lá, né?!?!
Mas não tem conversa, e o jeito é continuar procurando.
E haja pernas e paciência... e o tempo está se esgotando.
Precisamos de um AP pra hoje!
Mas tá difícil.
quarta-feira, 21 de maio de 2008
Barcelona, 21st May 2008
Primeiro de tudo: Segurança
Muita gente discorda de mim, mas para mim o Brasil está quase em guerra civil, os ladrões e traficantes de um lado, o resto da população amedrontada do outro.
Vai chegar o dia em que os amedrontados se revoltarão...
Ok, ok! O objetivo aqui é falar da Europa.
Aqui existem muitos, eu digo MUITOS larápios, como batedores de carteira e ladrõezinhos que fazem pequenos furtos.
Não venha para a Europa achando que é tudo muito seguro.
Mulheres, sempre mantenham suas bolsas com vocês, levem o ticket do metrô no bolso da frente da calça, pra não precisar abrir e fechar a bolsa toda hora, e correr o risco de deixá-la aberta.
Outra coisa, utilize bolsas com fecho!
Como no Brasil andamos muito de carro, e os ladrõezinhos mais mequetrefes te apontam uma arma ou uma faca, a gente pode usar bolsas que fecham apenas com um botãozinho, ou que ficam abertas.
Mas aqui, se você carrega a bolsa mais para as costas, em um vagão de metrô lotado, alguém pode colocar a mão dentro da sua bolsa e levar sua carteira, celular, ipod...
Sobre colocar a bolsa no espaldar da cadeira, ou ao seu lado no banco do Pub, ESQUEÇA! Eu tenho uma amiga que fazia 2 meses que estava em Londres, colocou a bolsa do lado, estava cuidando, mas entre um gole e outro da sua pint, sua bolsa desapareceu, com tudo dentro, inclusive seu passaporte.
Um transtorno que poderia ser evitado, se você não tirar a bolsa do colo, ou se ao menos colocar a alça dela no seu braço.
Homens, levem as carteiras nos bolsos da frente da calça!
Por mais justo que seja o bolso de trás, os ladrõezinhos são mão leve, e você nem sente que a carteira se foi... e uma vez no bolso da frente, tome cuidado quando esbarrarem em você, pois (isso vale para mulheres também) uma das táticas para levar os seus pertences é te distrair, derrubando alguma coisa em você, esbarrando, etc.
Nesse meio tempo, eles levam o que querem e você nem sente o que o atingiu e nem como aconteceu.
Nos meios de transporte para viagens maiores, também fique de olho em seus pertences, e durma com um olho aberto e outro fechado, e com a bunda ou a cabeça em cima dos pertences de valor. E nunca, mas NUNCA leve dinheiro dentro da mala!
Dinheiro deve estar sempre junto de você, de preferência nauquelas bolsinhas de colocar por baixo da roupa, dentro das calças.
Pelo menos nesse sentido é melhor ser roubado aqui. A gente nem vê, e nem sente.
Segundo: Expectativas
Todo brasileiro vem para a Europa achando que é outro mundo. Mentira!
Muitas coisas funcionam melhor por aqui, outras são exatamente iguais.
Não esqueça que fomos colonizados por eles, e por maior que tenha sido a mistura de culturas, temos muito em nós daqueles que foram para aí primeiro. Então, as semelhanças com o nosso povo são imensas.
Tá certo que a falta de banho é real em muitos lugares, e temos muita sorte de ter tido os nativos americanos que ensinaram que banho é bom, e continuamos achando isso.
Os Italianos, por exemplo, são muito parecidos com os sulistas e paulistas. Falam alto, acham que estão sempre com a razão, tem um trânsito caótico, são um tanto grossos e literais, briguentos e mal educados em relação às pessoas que estão ao seu lado.
Ainda não fiquei muito tempo na Espanha para falar dos espanhóis, e nem em outros países, pra falar do povo, mas acredito que Espanha e Portugal também tenham muito em comum com a nossa sociedade brasileira.
A frieza nórdica, que é o ideal europeu que temos na nossa mente, só existe no norte da Europa, onde as pessoas não são tão espalhafatosas, a não ser nas vestimentas, às vezes, e não se metem com as pessoas que estão ao lado.
O meu conhecimento da Inglaterra é maior em Londres, onde se encontra de tudo, e não se pode analisar o todo como uma só identidade cultural e comportamental.
Mas dos ingleses que conheci, a maioria é reservada. Eles são bem educados, polidos, mas não fazem questão de criar laços de amizade. A não ser que vocês virem companheiros de Pub, e após alguns pints, vocês virem amigos de infância.
Por falar em expectativas, eu odiei Paris, por exemplo.
Acho que eu tinha expectativas muito grandes, não com as pessoas, que realmente acham que todo mundo deveria falar francês.
Mas com a cidade mesmo.
A cidade é bonita, acho que um dia eu aprenderei a apreciá-la, mas a sujeira e o cheiro de mijo no metrô me atingiram de cheio.
A falta de glamour de passar o revéillon em Paris também.
Tá certo que a Veuvet Cliquot lá é mais barata, e o brinde a gente faz com uma das melhores champagnes do mundo, que a Champs Elisée iluminada é linda, e que as pessoas vão para lá todas de bom humor.
Porém, passadas as 12 badaladas, não tem nem um foguinho de artifício, começa a ter arrastão na Champs Elisée, as pessoas jogam as garrafas vazias para o ar e a volta para o hotel de metrô, é caótica!
Não achamos 1 táxi na rua, e vimos todos os tipos de mal encarados do mundo. Tentaram acender uma bombinha dentro do vagão, e na rua, passaram a mão na minha bunda.
Agora, quem é que nessas condições pode dizer que é maravilhoso e glamouroso passar o revéillon em Paris? Eu não.
Claro, que se a sua situação é passar a ceia de ano novo no hotel, com vista para a Torre Eiffel, sem ter que enfrentar o metrô, nem a falta de táxis, e tiver o seu carro alugado na garagem, aí a história é diferente, e eu pretendo repetir a dose dessa forma um dia.
Mas toda essa triste história é para mostrar que as expectativas exacerbadas acabam em frustrações...
Eu amei a Itália, amei o natal em Roma, mesmo com a fila imensa pra entrar no Vaticano, com os brasileiros tentando furar a fila, e com a fila lateral dos italianos.
Mas é tudo uma questão de expectativa e perspectiva. Eu sempre soube que os italianos não poderiam ser muito diferentes dos gaúchos, ou da minha família, e estávamos preparados para a escassez de táxis.
Só que em Paris, por mais que tenham dito que era perigoso em alguns lugares da cidade na hora da virada, nunca imaginei que a volta fosse ser do jeito que foi... e que não teria nem 1 taxizinho na rua.
Terceira dica: Antecipe todas as entradas que você puder comprar antes, principalmente se você estiver viajando em datas comemorativas e extremamente cheias de gente.
Ninguém nos avisou que poderíamos comprar as entradas para o Palácio de Versailles na estação de trem. Resultado? Ficamos 2 horas num frio de quase 0 grau, na rua, em uma fila que não acabava mais.
Pelo menos estávamos em 3 e tínhamos celulares, enquanto um comprava as entradas, os outros 2 foram para a fila da entrada. Sim, eram 2 filas!!!
Depois disso, não fizemos mais nada que tivesse fila para entrar, como a Catedral de Notre Dame e a Torre Eiffel (tá, estava nublado, não valeria a pena).
Então, se informe pela internet ou no hotel mesmo, se é possível comprar as entradas antes.
No Louvre, se você comprar com cartão de crédito, nas máquinas automáticas, você foge da fila para comprar as entradas, e ganha um tempinho para ver mais algumas obras.
Na Galleria degli’Uffizi em Florença, o hotel pode reservar as entradas para você, e te poupar da fila imensa.
No Vaticano, Deixe o museu para a parte da tarde, sem esquecer que no inverno eles fecham a entrada pelas 16h. Mas conseguimos ir ao museu, e não perdemos a manhã (que utilizamos para ver a Basílica) na fila que dava a volta no muro do Vaticano.
É claro que nem todos os lugares são mega superpovoados, mas sempre que possível, antecipe as entradas!
Assim que eu lembrar de mais algumas dicas, pode deixar que eu continuo o mini-guia.
segunda-feira, 19 de maio de 2008
How to indulge yourself on a far away birthday!
Ainda mais com fuso horário.
Ok, estamos em um outro país, praticamente sozinhos... como fazer para celebrar?
Telefone, computador, internet, comida e bebida!
É ótimo não ter que trabalhar no aniversário, ainda mais sendo ele em uma segunda. Essa é a primeira parte do satisfazer seus desejos no dia do aniversário.
Segunda coisa: beber com seu namorido uma praticamente uma garrafa de vinho inteira no almoço, acompanhado de um belo Vazio e sobremesa com chocolate.
Terceira coisa: comprar a Vogue.
Isso é uma coisa que sempre me deixa feliz. Futilidade extrema elevada à vigésima potência, que eu ADOOOORO! (como muita gente sabe, eu queria viver dentro da revista... os melhores restaurantes, os melhores estilistas, desfiles, celebridades, enfim, o mundo vogue).
Ainda mais trocando as pernas ao entrar na Fnac, e pagar apenas €3,50 pela revistona.
Muito barato!
Quarta coisa: se autopresentear com uma inutilidade.
Me comprei um Moleskine de presente (se você não sabe o que é um Moleskine, google it! pq eu ainda to meio zonza do vinho, e não to a fim de explicar).
Para acompanhar o caderninho (pronto expliquei o que é o moleskine, droga!) me dei um lápis de desenho chamado Van Gogh... que eu pretendia usar para desenhar pela cidade, mas acabei de ver que a ponta do bendito lápis QUEBROU na sacolinha, e que eu não tenho um apontador!
(lá vou eu perguntar em Inglês na recepção do hotel se eles tem um apontador pra me emprestar... mico).
Quinta coisa: se dirigir à franquia da Pronovias no El Corte Inglés para provar vestidos de noiva.
Como eu imaginava, a gente tem que marcar uma hora, e dizer que modelos você gostaria de provar, que eles providenciam para você... não deu pra ser hoje, mas eu pude ver os preços, e não achei tão assustadores quanto o do vestido da vitrine... vou ter que voltar lá com o modelo que eu quero, pra marcar a hora.
Sexta coisa: ir ao supermercado, ver todas as prateleiras e sair de lá só com um chocolatinho que você pegou na frente do caixa.
Sétima coisa: beber a Freixenet rótulo verde que você ADORA, e que está desde sábado gelando no frigobar do Apart Hotel. (mas isso eu só vou fazer depois que o Rômulo chegar em casa, senão ia ser muito alcoólatra fazer isso sozinha).
Oitava: comer muito! Porque a gente sempre faz isso em aniversários, e não fica culpado depois.
Outros ítens poderão ser adiucionados no decorrer do período, porque já passou das 18h aqui, mas o dia ainda não acabou.
ADENDO:
- Comer torta de tiramisu com cerejas frescas e a Freixenet citada acima... delícia!